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Música de Abertura: "Maranhão, Meu Tesouro, Meu Torrão", de Mano Borges

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Papete

"Nascido José de Ribamar Viana, na Cidade de Bacabal, no interior do Maranhão, Papete se identificava desde pequeno com os sons das festas populares de sua terra. Criado em São Luís, Papete se interessava pelos ritmos do Bumba-meu-boi, do Tambor-de-crioula, do Tambor-de-mina e por cada uma das manifestações culturais do seu Estado, todas estreitamente ligadas às culturas indígena, africana e ibérica.
Transferindo-se para São Paulo em 1969, Papete conhece o compositor Luís Carlos Paraná, então proprietário da casa noturna ‘O Jogral’. Ali trabalhou durante sete anos, dando seus primeiros passos como músico e intérprete, chegando a criar o primeiro show de percussão apresentado numa casa noturna de São Paulo. Em 1972 Papete conhece o jornalista, escritor e publicitário Marcus Pereira, que na ocasião montava a produtora de discos responsável pelo mapeamento da cultura musical brasileira, entre outras obras da maior importância dentro do cenário musical do País. Na ‘Marcus Pereira’ Papete trabalhou como pesquisador, dirigiu gravações e, como músico e intérprete, gravou seus três primeiros LPs, todos com excelente aceitação por parte da crítica.
Estudou percussão com o falecido maestro De Lucca, da Sinfônica Municipal e cursou a Faculdade de Comunicação.
Participou, como músico, do trabalho de diversos artistas nacionais e internacionais. Participou dos Festivais de Montreux, Sidney, Úmbria Jazz e Berlin. Com Toquinho realizou mais de trezentas apresentações no exterior. Em 1982 foi citado pela revista norte-americana ‘Dow Beat’ como um dos cinco melhores percussionistas do mundo. Em 1983 recebeu o prêmio Playboy como o melhor percussionista brasileiro. Em 1984 a crítica italiana conferiu-lhe o título de ‘melhor percussionista do mundo’ por sua participação no disco de Ornella Vanoni, eleito o Disco do Ano da Europa.
Há algum tempo Papete tem se dedicado quase que exclusivamente ao trabalho de pesquisa, registro e divulgação da música dos compositores maranhenses, trabalho que considera o mais importante de sua vida profissional, já tendo gravado vários discos nesse sentido.
Os mais significativos ritmos do Maranhão – o Bumba-meu-boi, o Tambor-de-crioula, o Tambor-de-mina, o ‘reggae’ maranhense, toadas e composições dos mais diversos autores – recebem no trabalho de Papete um tratamento de primeira linha, numa linguagem universal." (Encarte)

Abrace:
- Retrato do Maranhão II (1992)

3 comentários:

Anônimo disse...

Cresci ouvindo Papete em casa. Era uma delícia. Bom saber que ainda há gente como você lhe dá o devido valor. Um grande abraço,
Veridiana.

Anônimo disse...

Papete é um tesouro. Aliás, Maranhão é tudo de bom. Eu precisei sair do Mará, para descobrir o quanto é rico.Parabéns pelo site tão rico.

agepe disse...

Quando estamos fora do maranhão é tão dificil adquirir obras relacionadas ao nosso Estado. O blog está de parabéns...como é bom ouvir Papete.