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Música de Abertura: "Maranhão, Meu Tesouro, Meu Torrão", de Mano Borges
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bala na Agulha

Zeca Baleiro

Degluti o livro de Zeca de um só gole. É desses livros que quando você começa a ler não dá vontade de parar. E quando acaba fica aquele gosto de “quero-mais”. De leitura agradável e leve, mas sem despencar nem para o coloquial simplório e nem para o formal erudito, o livro se presta às cabeceiras mais apuradas e às menos exigentes, para releituras aleatórias, a qualquer tempo.
Talvez devido à conterraneidade (permitam-me o neologismo) algumas crônicas me transportaram a lembranças de infância e mocidade, das coisas de nossa terra, boas de relembrar.
A melhor definição que ouvi do livro e de seu autor veio de Dona Marilú, companheira de mais de 45 anos: “- Ele conta as coisas do jeito que a gente gostaria de contar e de ouvir”.
Eis um bom livro. Um bom presente de Natal.
"Em treze anos de carreira, Zeca Baleiro mostrou sua verve afiada e lírica em canções espalhadas por doze discos autorais e vários projetos paralelos. Agora, revela ao público sua mais nova faceta - os textos que escreve desde 2005 no seu site, 'mais à guisa de blague que de blog', e por ele batizados de reflexões de boteco.
Música, literatura, cinema, comportamento, religião e gastronomia são alguns dos temas abordados em Bala na Agulha. Há lugar ainda para memórias sentimentais da infância e da adolescência. Completam o livro dois capítulos de poemetos, aforismos e provocações, onde Baleiro mostra-se um crítico implacável da sociedade contemporânea, sem todavia perder a necessária ternura."

terça-feira, 14 de agosto de 2007

São Luís era assim...

J. R. Martins
Meu amigo-irmão, o Riba (José Ribamar Martins), após o consagrado "Pequeno Dicionário de Termos e Expressões Populares Maranhenses", traz à luz, para nosso deleite, o excelente "São Luís era assim..." que reúne em suas páginas as reminiscências da São Luís de outrora, opulenta em seus sobrados, discreta em suas meias-moradas, charmosa em seus bangalôs.
Remete-nos, saudosamente às suas estreitas ruas e ladeiras, relembrando nomes e fatos, trazendo-nos recordações nostálgicas e gostosas, boas de relembrar.
Lê-lo é voltar ao passado e caminhar nele pelos becos, fontes e largos da urbe seiscentista. É passear ao lado de seus personagens folclóricos, pregoeiros afinados e figuras lendárias.
É beber tiquira com jabiraca, tomar juçara com camarão seco e farinha-d’água, comer arroz com cuchá, tomar sorvete de coco.
É bater pernas na Rua Grande, namorar no Largo dos Amores, passear de bonde na Beira-Mar, fuxicar no Largo do Carmo.
É banhar-se no Olho D’Água, beber cerveja no Moto Bar e terminar a noite na Crás.
É voltar à nossa velha São Luís, que hoje rui, junto com seus casarões, não só pela ação inexorável do tempo mas, principalmente, pelo descaso criminoso daqueles que por obrigação deveriam por ela zelar.
Este é um bom livro para se ler.

Para adquirir pela Internet:

Em São Luís: Casa do Maranhão, Centro de Cultura Popular, Livraria Athenas e Livraria do Advogado.