“É surpreendente o nível de inércia no surgimento de valores novos no campo da música popular brasileira, novos no sentido íntegro da palavra. Em 1967, Maranhão fez o Teatro Record dançar seu frevo 'Gabriela', no Festival da Música Popular. Depois de uma curta carreira como arquiteto - Maranhão é da turma que Chico Buarque abandonou e juntos começaram a compor - voltou para sua terra. Lá envolveu-se com as manifestações populares mais legítimas, lá lidera e alimenta um movimento cultural que, consideradas as limitações do Estado pobre do Maranhão, é incrível e heróico. O seu primeiro disco foi 'Lances de Agora', o mais surpreendente e belo disco jamais ouvido pelos que a ele tiveram acesso, nesta selva do mercado brasileiro onde, em 95% das lojas, encontram-se apenas 100 títulos de 20.000 possíveis. Esses 100 discos privilegiados todo mundo sabe quais são. Este 'Fonte Nova' é um passo além de 'Lances de Agora'. Quem duvidar, que ouça os dois. Mas os seus discos são de um nível poético e musical que, no meu entender, não encontra paralelo na música brasileira."
(Marcus Pereira - 1980)- Fonte Nova (1980)


