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Música de Abertura: "Maranhão, Meu Tesouro, Meu Torrão", de Mano Borges
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terça-feira, 2 de outubro de 2007

Chico Maranhão

“É surpreendente o nível de inércia no surgimento de valores novos no campo da música popular brasileira, novos no sentido íntegro da palavra. Em 1967, Maranhão fez o Teatro Record dançar seu frevo 'Gabriela', no Festival da Música Popular. Depois de uma curta carreira como arquiteto - Maranhão é da turma que Chico Buarque abandonou e juntos começaram a compor - voltou para sua terra. Lá envolveu-se com as manifestações populares mais legítimas, lá lidera e alimenta um movimento cultural que, consideradas as limitações do Estado pobre do Maranhão, é incrível e heróico. O seu primeiro disco foi 'Lances de Agora', o mais surpreendente e belo disco jamais ouvido pelos que a ele tiveram acesso, nesta selva do mercado brasileiro onde, em 95% das lojas, encontram-se apenas 100 títulos de 20.000 possíveis. Esses 100 discos privilegiados todo mundo sabe quais são. Este 'Fonte Nova' é um passo além de 'Lances de Agora'. Quem duvidar, que ouça os dois. Mas os seus discos são de um nível poético e musical que, no meu entender, não encontra paralelo na música brasileira."
(Marcus Pereira - 1980)
Abrace:
- Fonte Nova (1980)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Chico Maranhão

Francisco Fuzzetti de Viveiros Filho, ou simplesmente Chico para seus familiares e amigos em São Luís, chegando em São Paulo, passou a ser chamado pelos colegas de Maranhão. Assim foi que, quando participou do III Festival da Record, classificando a música “Gabriela”, usou este apelido como pseudônimo que, a partir daí, tornou-se seu nome artístico. Então, seus primeiros trabalhos divulgaram pelo Brasil afora o nome Maranhão. Nos últimos anos da década de 70, o compositor volta a residir em sua terra natal, São Luís, e seus conterrâneos juntaram ao já conhecido Maranhão o apelido doméstico Chico, produzindo Chico Maranhão. Nesta mesma época sua Gravadora Marcus Pereira, num projeto que teve “como intenção principal gravar ‘in loco’ as manifestações artísticas do povo brasileiro”, vai a São Luís e com músicos maranhenses, num estúdio improvisado “na sacristia da Igreja do Desterro”, produz o terceiro disco de seu artista, que intitulou “Lances de Agora”. Influenciada pelo nome Chico Maranhão, já comum em São Luís, a gravadora lança o disco com este nome, causando naturalmente estranheza na mídia do País. Assim é que, freqüentemente, em São Luís o artista é Chico Maranhão e em São Paulo: Maranhão. Entretanto, hoje o nome Chico Maranhão já se consolidou no País. (Leia mais sobre Chico Maranhão aqui)

Atendendo a pedido de nosso amigo João Edison Salete Aguiar

Abrace:
- Quando as Palavras Vêm (1990)