REPORTE LINKS INOPERANTES CLICANDO AQUI: MúsicAmiga

sexta-feira, 1 de abril de 2011



Música de Abertura: "Maranhão, Meu Tesouro , Meu Torrão", por Mano Borges.

quinta-feira, 31 de março de 2011

XVI Encontro de Gigantes

Toadas de Amos. Encontro dos grandes amos de bois do Maranhão, cada um com sua tradicionalidade, sotaque e estilo próprios. Para os aficionados, brincantes e colecionadores, uma preciosidade. Abrace: - XVI Encontro de Gigantes (2007)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bala na Agulha

Zeca Baleiro

Degluti o livro de Zeca de um só gole. É desses livros que quando você começa a ler não dá vontade de parar. E quando acaba fica aquele gosto de “quero-mais”. De leitura agradável e leve, mas sem despencar nem para o coloquial simplório e nem para o formal erudito, o livro se presta às cabeceiras mais apuradas e às menos exigentes, para releituras aleatórias, a qualquer tempo.
Talvez devido à conterraneidade (permitam-me o neologismo) algumas crônicas me transportaram a lembranças de infância e mocidade, das coisas de nossa terra, boas de relembrar.
A melhor definição que ouvi do livro e de seu autor veio de Dona Marilú, companheira de mais de 45 anos: “- Ele conta as coisas do jeito que a gente gostaria de contar e de ouvir”.
Eis um bom livro. Um bom presente de Natal.
"Em treze anos de carreira, Zeca Baleiro mostrou sua verve afiada e lírica em canções espalhadas por doze discos autorais e vários projetos paralelos. Agora, revela ao público sua mais nova faceta - os textos que escreve desde 2005 no seu site, 'mais à guisa de blague que de blog', e por ele batizados de reflexões de boteco.
Música, literatura, cinema, comportamento, religião e gastronomia são alguns dos temas abordados em Bala na Agulha. Há lugar ainda para memórias sentimentais da infância e da adolescência. Completam o livro dois capítulos de poemetos, aforismos e provocações, onde Baleiro mostra-se um crítico implacável da sociedade contemporânea, sem todavia perder a necessária ternura."

contracapa

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu Quero O Meu Sertão de Volta


Anselmo Alves (*)

Nos últimos dez anos tenho viajado freqüentemente pelo sertão de Pernambuco, e assistido, não sem revolta, a um processo cruel de desconstrução da cultura sertaneja com a conivência da maioria das prefeituras e rádios do interior. Em todos os espaços de convivência, praças bares e na quase maioria dos shows, o que se escuta é música de péssima qualidade que, não raro desqualifica e coisifica a mulher e embrutece o homem.O que adiantam as campanhas bem intencionadas do governo federal contra o alcoolismo e a prostituição infantil, quando a população canta “beber cair e levantar”, ou ‘dinheiro na mão e calcinha no chão”?
O que adianta o governo estadual criar novas delegacias da mulher se elas próprias também cantam e rebolam ao som de letras que incitam a violência sexual? O que dizer de homens que se divertem cantando “vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra todo lado”? Será que são esses trogloditas que chegam em casa, depois de beber, cair e levantar, e surram suas mulheres e abusam de suas filhas e enteadas?
Por onde andam as mulheres que fizeram movimento feminista, tão atuante nos anos 70 e 80, que não reagem contra essa onda musical grosseira e violenta? Se fazem alguma coisa, tem sido de forma muito discreta, pois leio os três jornais de maior circulação no estado todos os dias, e nada encontro que questione tamanha barbárie. E boa parte dos meios de comunicação é coniventes, pois existe muito dinheiro e interesses envolvidos na disseminação dessas músicas de baixa qualidade.
E não pense que essa avalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumados, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cds e dvds dessas bandas que se dizem forró eletrônico. O que fazem os promotores de justiça, juízes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos?
Quando Luiz Gonzaga e seus grandes parceiros, Humberto Teixeira e Zé Dantas, criaram o forró, não imaginavam que depois de suas mortes essas bandas que hoje se multiplicam pelo Brasil praticassem um estelionato poético ao usarem o nome forró para a música que fazem.
O que esses conjuntos musicais praticam não é forró! O forró é inspirado na matriz poética do sertanejo; eles se inspiram numa matriz sexual chula! O forró é uma dança alegre e sensual; eles exibem uma coreografia explicitamente sexual! O forró é gênero musical que agrega vários ritmos como o xote, o baião, o xaxado; eles criaram uma única pancada musical que, em absoluto, não corresponde aos ritmos do forró! E se apresenta como bandas de “forró eletrônico”! Na verdade, Elba Ramalho e o próprio Gonzaga já faziam o verdadeiro forró eletrônico, de qualidade, nos anos 80.
Em contrapartida, o movimento do forró pé-de-serra deixa a desejar na produção de um forró de qualidade. Na maioria das vezes as letras são pouco criativas; tornaram-se reféns de uma mesma temática. Os arranjos executados são parecidos! Pouco se pesquisa no valioso e grande arquivo gonzaguiano. A qualidade técnica e visual da maioria dos cds também deixa a desejar, e falta uma produção mais cuidadosa para as apresentações em geral.
Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical! Não, meus amigos: não é conservadorismo sem saudosismo! Mas não é possível o novo sem os alicerces do velho! Que o digam Chico Science e o Cordel do Fogo Encantado que, inspirados nas nossas matrizes musicais, criaram um novo som para o mundo. Não é possível qualidade de vida plena com mediocridade cultural, intolerância, incitamento à violência sexual e ao alcoolismo!
Mas, felizmente, há exemplos que podem ser seguidos. A Prefeitura do Recife tem conseguido realizar um São João e outras festas de nosso calendário cultural com uma boa curadoria musical e retorno excelente de público. A Fundarpe tem demonstrado a mesma boa vontade ao priorizar os projetos de qualidade e relevância cultural.
Escrevendo essas linhas, recordo minha infância em Serra Talhada, ouvindo o maestro Moacir Santos e meu querido tio Edésio em seus encontros musicais, cada um com o seu sax, em verdadeiros diálogos poéticos! Hoje são estrelas no céu do Pajeú das Flores! Eu quero o meu sertão de volta!

(*) Pesquisador e documentarista. Pernambucano de Serra Talhada.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Trio Barroco de Brasília

O Trio Barroco de Brasília, integrado por Ludmila Vinecka, violino, Guerra Vicente, violoncelo e Ana Cecília Tavares, cravo, surgiu por volta de 1980, de parto natural, na Península Norte, em Brasília. Foi também conhecido, pelos mais íntimos, como Trio Barroso, devido a insistente erro no endereçamento da correspondência recebida periodicamente pelo grupo. As dificuldades enfrentadas pelo conjunto no transporte, afinação e manutenção do cravo motivaram, também, o apelido de "escravos do cravo". Nas suas execuções o Trio procurava tocar de maneira espontânea, do modo como sente a música, sem seguir de forma rígida as regras puristas que muitas vezes limitam a interpretação do artista.
Encarte
Abrace:

sábado, 20 de março de 2010

Bumba-meu-boi de Axixá

Grupo Folclórico Bumba-meu-boi de Axixá.
Fundado em 1959, por Francisco Naiva.
Lançamento para o ano de 2008.
Sotaque de Orquestra

Contatos para shows:
(98) 9618-2681
(98) 8867-8253
Abrace:

CAIPIRA NÃO SE APERTA
O cumpadi Juvêncio foi pra capitá. Na hora da boia, entrou no restaurante e, pra num fazer feio, sentou ao lado de um cidadão. Tudo o que ele pedia, o cumpadi pedia igual. A história se desenrolou assim:
Cidadão – Ô garçom, me traga um bife a cavalo.
Cumpadi – Um pra mim tomêm.
Garçom (estranhando) – Os senhores estão juntos?
Cidadão – Não, não estamos juntos. Aliás, nem conheço esse capiau aí!
Cumpadi (seguro de si) – Nóis num tâmo junto, mas eu quero um bife-de-cavalo tomêm, uai.
Cidadão (ainda para o garçom) – Aproveite e traga-me um arroz bem soltinho.
Cumpadi – Dois. Um arroz pra mim tomêm.
Daí seguiu-se essa lengalenga. Isso pra irritação do tal cidadão, que foi ficando vermelho.
Cidadão – Traga-me uma água gelada.
Cumpadi – Duas.
Cidadão – Um cafezinho pra arrematar.
Cumpadi – Dois. Um pra mim tomêm.
Cidadão – A conta.
Cumpadi – Duas. Pra mim tomêm (Ainda bem, pensou o cidadão).
Aí o tal cidadão, ao olhar para os próprios pés, notou que os sapatos estavam precisando de uma boa graxa.
Cidadão – Garçom! Traga-me um engraxate.
Cumpadi (no ato) – Um pra mim tomêm!
Cidadão – Peraí, ô capiau. Um engraxate pra nós dois é suficiente.
Cumpadi (na lógica matuta dele) – O sinhô num tem nada cum isso. Eu como um, o sinhô come o ôtro, uai.
Causos do Boldrin

Beto Pereira

Beto Pereira envereda pelas trilhas do Boi e nos traz esta obra prima do cancioneiro maranhense.

Abrace:
- Sotaque de Orquestra (2008)

Jarlene Maria

Surpreende-nos, mais uma vez, esta simpática potiguar, agora declamando poesias suas e de amigos, com seu sotaque inconfundível e interpretação sem igual.
Vale a pena ouvir.
01 - Apresentação e Agradecimentos - Jarlene Maria
02 - Vida Simples - J. Lúcio
03 - O Céu de Minha Terra
04 - A Magia dos Teus Olhos - Maria José Gomes
05 - Cantochão - Elina
06 - Nos Oito Pés de Quadrão - Érica
07 - Ave Maria - J. Lúcio, Javanira, Vaneide e Maria José
08 - Pedaço de Mau Caminho - Luciana
09 - Pensamento - Érica
10 - Mansidão - Wescley Gama
11 - Atração Brega - Elina, Luciana e Érica
12 - Sem Chuva no Meu Sertão Acabou-se a Alegria - Júnior Caçarola
13 - Quadrão Perguntado - Javanira e Maria José
14 - Canção de Amor - Wescley Gama
15 - Vou Te Falar Com Franqueza, Meu Amado, Meu Moreno - Érica
16 - Solidão - Javanira
17 - Gemer de Dois É Assim - Júnior Caçarola
18 - Vingança Amorosa ou Poema Beradero - Maria José Gomes
19 - Grito - Luciana
20 - Acalanto de Menina - Francisco de Sales Felipe e Jarlene Maria

Abrace:

- Vida Simples (2007)

Boi Pirilampo 2009

Lançamento para o ano de 2009.

Abrace:
- Andanças e Lembranças (2009)

Alzeir

Alzeir é desses maranhenses que saem por aí com seu violão, dando, emprestando e vendendo melodias. No ilustre palco dos desconhecidos, não é lembrado pela mídia canibal, mas cai nos braços do povo.
Boa coleção.
Abrace:
- Coletânea (2006)

O Turista e a Cidade

José Chagas (*)

Cabe a cidade no olho do turista
se é que o turista sabe mesmo olhar.
Há quem não saiba ver o quanto avista
e é como um cego no seu contemplar.

Uma cidade nunca deixa a pista
por onde a gente possa penetrar
a alma da urbe que não se conquista
nem se obtém apenas no enxergar.

E quem leva a cidade só na vista
leva o que em breve pode se apagar,
porquanto o que na memória não registra
jamais terá na mente o seu lugar.
Mas, enfim, o que importa do turista,
mais que o que leva é que ele vem deixar.

Do livro "Azulejos do Tempo".

(*) Paraibano de Santana dos Garrotes, é radicado em São Luís desde a sua juventude.
Jornalista, poeta e escritor, é membro da Academia Maranhense de Letras.
Saiba mais, aqui.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bumba-meu-boi da Maioba

A MAIOR ORQUESTRA DE PERCUSSÃO DO MUNDO

"Mais um título que é privilégio nosso e de todos que contribuem com o batalhão da Maioba estão inseridos nesse contexto. Portanto dedicamos em primeiro lugar a Deus e a todas as divindades que sempre nos protegem e nos presenteiam com suas bênçãos, somos cientes de que nada seremos sem o produto da fé.
Maioba! Ah, que saudades dos que já se foram!
Maioba, obrigado pela confiança que tens em mim, por isso cresce e há de estar sempre sorrindo e brilhando para este exército de cidadãos embriagados pela paixão, por esta sagfa que faz mística a nossa raça e todos que em igualdade de condições se misturam pelo sentimento na hora de bricar bumba-boi. Então amigos matraqueiros, pandeireiros, tocadores onça, caboclos de penas, rajados, índias, pai Francisco, Catirina, burrinha, miolos, vaqueiros, cantadores, membros da diretoria, companheiros de luta, parceiros e condutores deste bataçhão, temos essa grande responsabilidade de fazer do nosso tesouro o mais belo prazer de amar e viver.
Muito obrigado Maioba!"
Encarte
Abrace:
- A Maior Orquestra de Percussão do Mundo (2008)

Boi Pirilampo 2008

Lançamento do ano de 2008:
Abrace:
- Boi Pirilampo (2008)

Bumba-meu-boi de Redenção

Primeiro CD do Grupo, lançado em 2001, para "comemorar com ritmos de suas belas toadas, e com fluidos coloridos de suas índias e vaqueiros..."
Faixas:
01 - Grito de Alerta (Nathan)
02 - Chegou (Wagno)
03 - Chifre de Ouro (Pedro Gonçalves)
04 - Manifesto (Nathan)
05 - Namorando as Estrelas (Wagno)
06 - Criança é a Esperança (Pedro Gonçalves)
07 - Festa do Gado (Nathan)
08 - Louco de Saudades (Pedro Gonçalves)
09 - Mamãe (Nathan)
10 - Menina Namoradeira (Nathan)
Abrace:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Coral EMURB

"Em meio à multiplicidade de ações que desenvolve cotidianamente para realizar obras e serviços essenciais à nossa cidade, a Empresa Municipal de Obras e Urbanismo - Emurb, ainda encontra tempo e sensibilidade para formar o Coral Emurb. Um grupo que vem embelezando não só as solenidades municipais e outras, bem como também tem levado seu harmonioso canto para diversos eventos em Sergipe e no Brasil. O Coral Emurb é a expressão da capacidade dos servidores daquela empresa de aliar competência profissional com a dimensão sensível que todo ser humano tem em si, como um dom divino que jamais pode ser apagado. Ao cantar, o Coral Emurb emoldura na música o resultado exitoso que a empresa realiza todos os dias na nossa cidade, edificando uma obra física tangível e necessária ao conforto e segurança dos aracajuanos, e compondo assim uma sinfonia urbana que alia o trabalho à arte e redime todos nós com seu poder de encantamento."
Edvaldo Nogueira
Prefeito de Aracaju (SE)
Sopranos:
Jussara Maria S. Cardoso
Luciana de Almeida Gomes
Maria Ivanildes Dias
Mônica Barbosa Freire
Sara Mendonça S. Barros
Contraltos:
Ana Letícia Fontes Macedo
Ana Maria B. Vasconscelos
Maria Lúcia de Carvalho Leite
Maria Solidade F. Salgado
Marleide Correia Matos
Tenores:
Antônio dos Santos
Edson Barreto Vasconscelos
José Denilton de M. Batista
José Niceu Dantas
José Senhorzinho dos Santos
Manoel Monteiro dos Santos
Maestro:
Sérgio Teles
Orientadora Vocal:
Deniela Faber
Abrace:

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Bumba-meu-boi de Morros

O Tema abordado pelo boi nesse ano foi a Criação do Universo. A encenação trouxe a magia da criação da terra, do fogo, da água, do ar, dos animais, bem como a representação da criação da obra-prima: o homem e após, a mulher. Capa alternativa por MúsicAmiga